Sobre
Um sistema construído
para não pedir confiança.
O Programa Forças nasceu de uma inversão simples: em vez de convencer as pessoas a doarem muito, tornar irrelevante o quanto cada uma dá — e insuportavelmente fácil conferir para onde tudo foi.
O problema não é falta de generosidade
A maior parte das pessoas quer ajudar. O que trava é outra coisa: não saber se o dinheiro chega, não conhecer a instituição, não ter certeza se aquele valor faz diferença, e a sensação incômoda de que doar virou um funil de marketing com metas de conversão.
Do outro lado, instituições pequenas e sérias — as que atendem gente de verdade, todo dia, sem assessoria de imprensa — competem por visibilidade com quem tem orçamento de captação. Quem grita mais alto arrecada mais, e isso não tem relação nenhuma com quem trabalha melhor.
A aposta do Forças
Se o valor individual é minúsculo e fixo, três coisas mudam de lugar. A decisão de doar deixa de ser financeira e vira simbólica. O poder de um doador sobre o programa vira zero. E a única forma de crescer passa a ser somar pessoas.
Sobra então o problema difícil, o único que realmente importa: garantir que o dinheiro chegue a quem deveria. Para isso não existe atalho tecnológico. Existe processo: documentação exigida, análise humana com checklist, contato direto com o responsável legal, repasse com comprovante publicado e prestação de contas depois.
Compromissos assumidos em público
Independência
Nenhum patrocinador, partido, igreja ou empresa tem direito de indicar quem recebe. A lista de instituições é definida por análise documental, não por relação.
Sem fins lucrativos
O programa não distribui lucro, não remunera fundadores por doação recebida e não cobra taxa de plataforma das instituições.
Dado é do doador
Nenhum dado de quem doa é vendido, cedido, alugado ou usado para publicidade. O e-mail, quando informado, serve só para o próprio acompanhamento.
Erro se corrige em público
Quando erramos um número, um repasse ou uma aprovação, a correção é registrada e fica visível — não some do histórico.
Como o programa se sustenta
O Forças não retém percentual das doações. Todo valor recebido é destinado às instituições aprovadas, descontadas apenas as tarifas cobradas pelo provedor de pagamento — que ficam declaradas, centavo por centavo, na página de transparência.
Custos de infraestrutura e desenvolvimento são bancados fora do caixa de doações. Se um dia isso mudar, a mudança será anunciada antes de acontecer, com o número exato e a justificativa.
Quem decide o quê
Colaboradores analisam instituições e assinam as decisões de aprovação. Instituintes são os colaboradores com histórico consolidado, que ajudam a definir critérios e revisam casos difíceis. O admin master mantém a infraestrutura, fecha lotes e registra repasses — mas não aprova instituições sozinho sem que a análise esteja documentada.
Toda ação sensível — aprovar, reprovar, suspender, alterar regra, registrar repasse — gera um registro imutável na trilha de auditoria, com autor, data e justificativa.
Em uma frase
“Dezenove centavos. Multiplicados por muita gente.”
Programa Forças — iniciativa independente, sem fins lucrativos.
Quer fazer parte da construção?
O programa precisa de gente para analisar instituições, conferir documentos e sustentar o critério. É trabalho voluntário e público.